O artista plástico baiano Zé de Rocha tem no imaginário do risco princípio criador para desenvolver seus trabalhos. Na língua portuguesa, a palavra risco abarca as acepções de traço feito numa superfície e possibilidade de passar por perigo.
Para o VII Seminário de Pós-Graduação em Desenho e VI Colóquio Internacional Sobre Desenho, o artista apresentará uma ação performativa que estabelece intersecções entre perigo e desenho. Zé de Rocha utilizará, como instrumento para riscar/desenhar, as famosas "espada de fogo". Tais artefatos são construídos com bambu, argila e pólvora e fazem parte da “Queima de Espadas”, manifestação cultural que remonta costumes medievais da Espanha e de Portugal e ocorre durante os festejos juninos em todo o recôncavo baiano, principalmente em Cruz das Almas, cidade natal do artista.
Com duração de 30 minutos, a ação intitulada RISCO e des-ígneo encerrará o primeiro dia de atividades do evento realizado pela UEFS.
Wedson Mendes